Meu nome é João Batista Anthero.
Sou natural de Casa Branca, estado de São Paulo.
Nasci no dia 12 de Novembro de 1957, portanto, tenho 51 anos (estou ficando ancião rsssssssss). Meu pai chamava-se Benedito Antero (sem o H) e minha mãe Antonia Bonfim Antero.
Vivi a maior parte do tempo na minha terra natal num bairro chamado Vila Nazaré e o hospital que nasci chamava-se Santa Casa da Mãe Preta (pelo nome do bairro e do hospital agora da para entender algumas coincidências que não tinha percebido, só nesse exato momento).
Ainda criança, mudamos para Limeira no bairro Vila Gino próximo da atual Câmara Municipal (atual Jardim Piratininga), não tenho muitas recordações dessa época, só de um velho paletó que diziam que quando conseguiam tira-lo de mim para lavá-lo eu ficava sentado num banquinho embaixo do varal esperando ele secar e vestia novamente. Por causa desse abençoado paletó teve um acontecimento que marcou a todos.
Aqui em Limeira morávamos num casebre onde tinham várias outras casas (o famoso cortiço) e entre essas casas, morava uma tia, hoje falecida, e eu ficava o dia todo na casa dela. Certa vez, ela me deu um pedaço de lingüiça crua e a lingüiça escapou da minha mão e não consegui achar. Passado alguns dias o abençoado paletó foi para tábua de lavar (não tinha tanques de lavar roupa, era só uma tábua), o tal paletó foi lavado, pendurado pra secar e como sempre eu vesti mesmo sem passar, sentei no banquinho enfiei a mão no bolso e eis que o pedaço de lingüiça estava dentro dele e eu feliz da vida disse a minha tia, uia tia, achei minha lingüiça! Até hoje eu pago mico por isso!! rsssssssss.
Essa foi uma breve passagem por Limeira, depois retornamos para Casa Branca, imagino que devia ter uns quatro ou cinco anos de idade.
Ficamos morando no mesmo bairro de quando saímos para vir à Limeira, era uma casinha de madeira e não tinha banheiro, para fazer as necessidades era preciso utilizar uma fossa que ficava nos fundos do quintal.
Certa noite, precisei aliviar a dor de barriga, peguei uma lamparina que nós mesmos confeccionávamos e fui, na volta eu derrubei a lamparina e o barraco pegou fogo, para o nosso azar não tinha nem como chamar os bombeiros, a casa caiu.
Algum tempo depois meu pai melhorou um pouco de vida e lembro-me que ainda muito criança fui ao encontro dele na volta do trabalho (ele era foguista de maria fumaça) e estava com os bolsos e o embornal onde levava a comida todo cheio de dinheiro. Com essa grana deu para dar uma ajeitada na vida, comprar uma casa legal, acabar de construir outra e não precisava mais morar num barraco de madeira.









